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GERAL
Vereador Brochetão sofreu ataque de abelhas neste sábado (8): ‘nasci de novo’
O presidente da Câmara dos Vereadores de São Marcos estava em terreno na Linha Humaitá e ficou submerso na água por cerca de 3 horas para se salvar, após sofrer mais de 70 picadas de abelha
2 meses atrás
O vereador e presidente da Câmara dos Vereadores de São Marcos Antônio Luiz Brochetto, o Brochetão (PDT), de 76 anos, passou por risco de morte neste último final de semana, após sofrer um ataque de abelhas em propriedade localizada entre o Rio do Meio e Rio Ranchinho, a cerca de 5 km de asfalto da Capela de São Luiz, na Linha Humaitá.
No sábado, dia 8 de fevereiro, Brochetão foi até o terreno, cujo proprietário é o ex vice-prefeito de São Marcos Valmir Scopel de Oliveira (Marronzinho) e que foi arrendado pelo seu filho Gláucio Brochetto, motorista de ambulância da Secretaria Municipal de Saúde. “O Gláucio tem uma sociedade com criação de gado nessa área de terra do Marronzinho. Esse terreno é atravessado pela Rodovia Padre Pedro Rizzon e aí tem um túnel que passa o gado pro lado direito e pro lado esquerdo. No sábado, o Gláucio estava fora do município e pediu para mim se eu fazia o favor de dar uma olhada nos terneiros lá naquele terreno, tratar os cachorros”, conta Brochetão.
‘Eu segui mais ou menos uns 40 metros e aquelas abelhas tudo de repouso em cima de mim’
Conforme detalha o vereador, os terneiros criados na propriedade não estavam no seu lugar de costume e ele saiu procurá-los na costa do Rio do Meio. “É um local onde tem uma tira de mato, mas é um mato limpo, é tranquilo, a gente já passou várias vezes por ali. Mas, lá pelas tantas, me avançou um enxame de abelhas, e foi terrível. Não sei se foi talvez porque eu estava com os cachorros e elas se incomodaram com eles. Eu estava sem camisa e aí eu queria entrar no rio pra me cobrir com água, mas não tinha como, porque o barranco do rio era alto. Aí eu segui mais ou menos uns 40 metros e aquelas abelhas tudo de repouso em cima de mim. Tinha dois cachorros bem grandes comigo e as abelhas avançaram neles também”, relata Brochetão. Como revela, ele conseguiu acesso ao rio em um local onde havia uma cerca de arame e deitou dentro d’água para se proteger das abelhas.
Brochetão ficou submerso na água por cerca de 3 horas, das 14h30 às 17h30: ‘comecei a gritar por socorro, porque estava passando muitos carros na Rodovia Padre Pedro Rizzon’
Brochetão ficou submerso na água por cerca de 3 horas, das 14h30 às 17h30. Como salienta, ele não poderia ter saído correndo durante o ataque de abelhas. “Lá no galpão, onde eu estava antes de ir procurar os terneiros, dava de uns 300 a 400 metros de distância, em linha reta. Então não tinha condição de eu sair correndo com habilidade, até porque já sou meio duro das pernas, tenho o joelho operado, e não faço muita atividade de me locomover. Então fiquei praticamente 3 horas deitado dentro d’água. E as abelhas não saíam de jeito nenhum, eu fui vendo que a situação estava cada vez mais delicada e ficando perigosa, porque eu tremia ‘que nem vara verde’ embaixo d’água. Eu até comecei a gritar por socorro, porque estava passando muitos carros na Rodovia Padre Pedro Rizzon, mas ninguém dava atenção. Até duas caminhonetes passaram, os caras gritaram, mas talvez pensaram que a gente estava tomando banho ou se ‘bobeando'”, comenta Brochetão.
Conforme narra, na sua primeira tentativa de sair de dentro do rio ele sentiu uma tontura e precisou deitar novamente. “Ali onde eu estava, as abelhas estavam longe da colmeia delas, já podiam ter ido embora há tempo, mas não saíam, ficavam ali rodeando, e eu só ficava com o nariz pra cima da água, pra poder respirar. Quando eu consegui sair de lá, eu tive que ir a pé lá no galpão, pegar o carro, vim até a Capela de São Luiz para o celular funcionar, que lá não pegava, e liguei pra minha filha, pra ela ir buscar um óculos que eu tinha de reserva, e para eu ir achar o meu que tinha ficado na beira do rio. Aí encontrei o óculos e depois fui no médico”, conta Brochetão.
Brochetão sofreu mais de 70 picadas de abelha no rosto, braços e barriga
De acordo com o vereador, ele sofreu mais de 70 picadas de abelha no rosto, braços e barriga. “O médico me disse pra eu dar graças a Deus que eu não sou alérgico, porque, caso contrário, não sairia vivo. Então eu, na verdade, tenho uma vida nova, né? Eu rezo a toda hora, todo instante, agradecendo, porque nasci de novo. Vão ter que me aturar mais um pouco, graças a Deus”, assinala Brochetão, entre risos. Como detalha, após o ataque de abelhas, ele está tomando apenas alguns antibióticos. “Eu passei uma noite terrível de sábado (8) pra domingo (9), mas, o que eu sinto mais agora, e até estava comentando com a minha mulher, é a questão da visão, os olhos ficaram meio embaçados”, pontua Brochetão.