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EDIÇÃO IMPRESSA
L'Attualità Edição nº 414 - 08 de abril de 2015
Telecomunicações 10/05/2015 | 18h34
Problemas da OI afetam São Marcos
Apagão nos telefones da Oi voltou a ocorrer nos dias 24, 25 e 26 de março
Foto: Jornal L'Attualità
Em fevereiro, clientes são-marquenses ficaram com telefones mudos e sem Internet. Problemas precisaram ser intermediados pela CIC 

“Alô. Alô! Oi, tem alguém aí?”. No início de fevereiro, muitas vezes essas foram as palavras pronunciadas pelos são-marquenses que tentavam se comunicar pelos telefones fixos da empresa Oi Brasil Telecom, que opera na cidade. Um black-out deixou diversas linhas mudas e, em alguns casos, com qualidade bastante deficiente. Também o acesso à Internet foi prejudicado e diversos clientes da operadora ficaram sem acesso à rede mundial de computadores. A situação perdurou por aproximadamente duas semanas: só na segunda quinzena de fevereiro, após intervenção da CIC, a Oi solucionou os problemas. Conforme o diretor de Tecnologia da entidade, que representa os empresários, comerciantes, agricultores e prestadores de serviços de São Marcos, Josimar Assis Carneiro dos Santos, após receber inúmeras reclamações de associados, a entidade entrou em contato com a Oi. “Entrei em contato com o representante da Oi na primeira semana de fevereiro. Ele comentou sobre os problemas que a cidade vem enfrentando referente à telefonia. O black-out que a gente teve de telefones mudos, telefones que não respondem, entre outros problemas. Então o que eu tratei em nome da CIC foi o problema dos telefones mudos, que recebem ligação e não se escuta. Esses foram os principais motivos: Internet e telefone mudo”, relatou Josimar ao L’Attualità. Ele disse que, após a realização de testes, os problemas foram solucionados. “O funcionário me passou que realmente estava fazendo alguns testes em equipamentos da cidade, nos ‘armários’ que eles têm. Montava uma configuração e pedia para fazer teste. Os testes eram feitos com clientes que retornavam. E conforme ia dando ‘feedback’ ele ia fazendo novas configurações até chegar a um resultado”, detalhou Josimar. Pelo que disse, há certa dificuldade para fazer contato com a empresa. “Não tenho nome (da pessoa com quem falou) porque eles são bem restritos: quando eles ligam para nós, não tem a informação de quem é porque eles têm o número bloqueado. O pessoal da área, de Caxias, provavelmente foi quem nos atendeu”, afirmou.

Josimar disse que em casos como o que ocorreu em fevereiro em São Marcos não adianta o cliente recorrer ao telefone 0800 da Oi. “Nesse caso não adianta ligar para o 0800. As pessoas estavam acostumadas a seguir um protocolo, deu problema, liga no 0800, só que não é protocolo de emergência. Então esses contatos que nós temos são mais abrangentes e especiais”, afirmou. Segundo Josimar, após audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores, no dia 25 de agosto de 2014, para tratar de problemas relativos à telefonia e Internet em São Marcos, houve maior aproximação com a empresa (acho que uma coisa não tem a ver com a outra). “A parte da diretoria da Oi nos abriu um canal para que, em determinadas situações, em assuntos que não se resolvem de jeito nenhum, a gente consiga entrar em contato. Desde quando a prefeitura teve aquela audiência pública com a OI, tive conhecimento do pessoal que atende lá e conseguimos nos aproximar bastante dessa operadora”, assinalou. Segundo Josimar, o problema que deixou os clientes são-marquenses da Oi com telefones mudos e sem acesso à Internet em fevereiro foi resultado da queda de um raio que teria desestabilizado o sistema, interferindo nas configurações de rede. “Desde que caiu aquele raio desestabilizou”, comentou. Ele assegurou que o sistema foi estabilizado, mas o funcionamento continua sendo monitorado pela CIC junto aos associados da entidade. “Estabilizou. Teve uma semana que ficou praticamente estável. Daí eles entraram em contato e pediram que aguardássemos por uma ou duas semanas de teste par ver se realmente tinha ficado bom, e na semana seguinte voltaram os programas e depois disso está normalizado. Ainda têm alguns casos, mas muito raro. Pelo que escuto dos associados está tudo ok agora, está funcionando. Então, resumindo, foi feito o contato (com a Oi), foram feitas várias tentativas de configurar e o resultado final é de que estabilizou. Não tivemos ainda o feedback definitivo, estou aguardando e vou pedir para que a CIC faça uma busca para ver como está, porque isso é uma coisa que não podemos resolver de um dia para o outro”, ponderou o diretor de Tecnologia da da CIC. Segundo Josimar, a CIC ainda fará uma pesquisa com os associados para ver como está a situação. “Vamos levantar mais uma pesquisa para ver como está a satisfação quanto a telefonia. Não tendo mais nenhuma reclamação nesse sentido, vamos dar por encerrado esse contato com Oi e consideraremos que o problema está solucionado”, observou Josimar. No final de março, o L’Attualità voltou a receber reclamações de clientes da Oi Brasil Telecom sobre problemas para conexões a internet e em ligações de telefone fixo, mostrando que a problemática continua e está longe de ter uma solução definitiva. A impossibilidade de fazer ou receber chamadas iniciou em 24 de março, fincando acentuada nos dias seguintes, 25 e 26 de março, quando os telefones da cidade ficaram mudos. Após nova intervenção da CIC, a situação foi normalizada.

Vergani elogia postura do ex-prefeito Evandro
Ballardin: 'foi atuante, colocou o assunto em
pauta, fez as empresas locais se mexerem'


Vergani (E) aponta Procon, Anatel e Ministério Público e incentivo às empresas locais

O black-out que em fevereiro deixou diversos são-marquenses clientes da Oi com telefones mudos e sem acesso à Internet não é fato isolado. No município de 21 mil habitantes, problemas relacionados à operadora são constantes. Ainda mais difíceis são as resoluções: quando um fio cai, demora dias (às vezes semanas e até meses) para que algum funcionário da empresa venha consertar as avarias. O mesmo ocorre para consertos de portas danificadas nos armários que a empresa possui em diferentes pontos da cidade e de onde partem os fios da rede de transmissão. Caso assim ocorreu em 2012, quando a porta de um desses armários foi danificada no bairro Industrial e o então secretário de Serviços Públicos e Urbanos Vinícius Capeletti precisou intervir e diversas vezes cobrar da Operadora o conserto. Outro fato intrigante foi o bueiro (tubo de concreto) colocado em 2013 pelo secretário de Obras Tito Rizzon na Avenida Padre Feijó, quase em frente à empresa Pilatti Móveis: no local existe uma tampa que dá acesso a fios subterrâneos da Oi e, como a tampa estava quebrada e a empresa não vinha consertar, Tito resolveu colocar o tubo (com um pano vermelho dependurado) para avisar os motoristas e transeuntes do perigo (fato semelhante aconteceu em 2011 em calçada próxima ao Colégio Maranhão e na época o então secretário de Obras, Alfredo Brochetto, relatou as mesmas dificuldades para conseguir que a empresa viesse a São Marcos efetuar o conserto). Ainda na questão de fios caídos também consta o relógio giratório situado próximo ao trevo de acesso à cidade desde a BR 116 pela Avenida Venâncio Aires: o objeto parou de girar há mais de três meses porque o fio da rede telefônica caiu. As empresas que anunciam no relógio giratório fizeram diversas ligações ao 0800 da Oi solicitando o conserto, mas o problema perdura sem solução em mais um caso que já faz parte do cotidiano são-marquense. Diante de situações assim, sem saber para quem recorrer, os cidadãos procuram a prefeitura. A resposta é sempre a mesma: o poder público municipal nada pode fazer, pois a responsabilidade sobre a rede telefônica é da Oi. Diante da falta de agilidade operacional, muitos recorrem à imprensa: receber reclamações de usuários da Oi já faz parte da rotina do L’Attualità; contudo, nem mesmo o Jornal consegue contato com alguém da empresa que forneça alguma informação a cerca deste importante serviço público. É uma situação que gera desconforto. E inconformidades.

Para o conselheiro consultivo da Anatel Fabiano Vergani, a resolução desse tipo de problema passa por três etapas: Procon, Anatel e Ministério Público. “O que fazer? Um é Procon; dois é reclamação na própria Anatel: pegar o protocolo, e, se não resolver, o caminho é ir conversar no Ministério Público para o procurador fazer algum tipo de ação mais forte. Esse é o caminho, porque eu não estou vendo outro: você liga e não sabe com quem está falando, as pessoas não estão dando a devida atenção. Os índices de reclamações deles (Oi) explodiram em Porto Alegre, que é uma cidade que dá dinheiro para a Oi, porque a empresa está sem caixa: a Oi hoje está fragilizada financeiramente e não quer botar dinheiro próprio. Nesses dois últimos anos eu não vejo a Oi colocando um real em São Marcos, ou em Caxias, ou mesmo em Porto Alegre, onde o Procon foi no Ministério Público para cancelar todas as ativações de telefones fixos e Internet por parte da Oi, porque ela não tem grana para fazer”, comenta Vergani. Ele explica que a Oi utiliza o mesmo cabo de telefone para o serviço de Internet. Logo, quando um serviço fica defeituoso, o outro também sofre abalos. Segundo ele, os gastos operacionais das empresas que atuam no setor são altos. “Tenho acesso às planilhas e sei que o ‘custo Brasil’ não é fácil. Então também tem que se colocar na pele da Oi. Geralmente a gente só se coloca do outro lado, mas eu, por exemplo, para ter uma pequena estrutura em São Marcos gasto R$ 10 mil entre sala, aluguel, alimentação, funcionários, gasolina. E por três momentos já foi colocado em pauta na Bitcom a possibilidade de fechar, pois não valia mais a pena ter a empresa em São Marcos”, relatou Fabiano.

Na avaliação de Vergani, outra opção para melhorar o mercado de telefonia e Internet em pequenas cidades como São Marcos é incentivar as empresas locais. “Que tipo de pressão a gente pode fazer? A comunidade incentivar as empresas locais para que elas invistam mais”, aponta, lembrando as empresas do segmento que atuam em São Marcos. “Hoje tem duas empresas: a Adilnet, de Nova Prata, que tem telefone local, e a Transit”, observa. Ele destaca que a comunidade como um todo pode incentivar outras operadoras e provedoras para a melhoria dos serviços. “O que pode ser feito em nível legal é a sociedade local, através da CIC, prefeitura, dar apoio a outros operadores que possam ajudar o são-marquense a ter um serviço de maior qualidade. Como eu represento a Internet, os provedores, eu sou um defensor dessa classe”, pondera. Fabiano cita como exemplo o trabalho feito pelo ex-prefeito de São Marcos Evandro Ballardin (PMDB) que, segundo ele, “fez as empresas locais se mexerem”. “O ex-prefeito fez um trabalho legal. O Evandro, apesar de alguns momentos eu discordar dele (porque eu tenho os meus interesses e ele tinha os interesses locais da prefeitura e dos são-marquenses), eu achei que ele foi um cara atuante, que botou o assunto em pauta, discutiu e fez empresas locais se mexerem. Isso é um dos papeis do gestor público: movimentar para que a própria comunidade faça essa articulação”, avalia Fabiano Vergani.

‘Eu não colocaria dinheiro na Oi’


Bairro Michelon: em 2014 fios caídos deixaram moradores sem telefone durante dias 

A situação vivida no começo de fevereiro pelos são-marquenses clientes da Operadora OI Brasil Telecom, que ficaram com telefones mudos e sem acesso à internet por aproximadamente 15 dias, apenas acentuou as dificuldades enfrentadas cotidianamente pela população. Em virtude da falta de manutenção da rede de fios telefônicos, muitas vezes basta uma chuva para que as linhas fiquem repletas de chiados e as ligações telefônicas apresentem defeitos, com dificuldade para conexões a Internet. Problemas de pane no sistema com black-outs, como o ocorrido neste começo de ano, são recorrentes. Assim como as dificuldades para os clientes conseguirem se comunicar com a empresa, registrando suas queixas. Na avaliação do conselheiro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o empresário caxiense Fabiano Vergani, a raiz da adversidade reside no distanciamento que a OI tem de pequenos municípios como São Marcos, resultado de um erro da política desenvolvida pelo Ministério das Comunicações. “A Agência Nacional de Telecomunicações fez errado em permitir que uma única empresa pudesse atuar em nível nacional. Porque hoje a única empresa que atua em nível nacional é a OI. Estou falando de telefonia fixa, claro que celular é outra coisa”, afirmou Vergani. O diretor da Bitcom (provedor de telefone e internet que atua em São Marcos) lembrou que a outra concessionária existente no país — Telefônica — está restrita a São Paulo. “A Telefônica, que é a dona da Vivo e pertence aos espanhóis, está só em São Paulo, onde fica 60% do PIB brasileiro. E eles nem querem saber do resto do país. Então nesse sentido eu acho que houve um erro do regulador, que definiu essas políticas públicas permitindo que uma única empresa atuasse em nível nacional”, reforça Fabiano. Ele lembra que a compra da Brasil Telecom pela OI teve aporte de dinheiro público. “Na época o governo ajudou a Oi a comprar a Brasil Telecom usando dinheiro do BNDES: foram mais de R$ 6 ou R$ 7 bilhões”, destaca. Para Vergani, a partir do momento em que a OI começou fazer uma prestação de serviços em nível nacional se perdeu a ligação regional com as concessionárias e a consequente relação de proximidade com os clientes. “Foi perdida toda a identidade das pessoas locais, e mesmo regionais, que pudessem dar um atendimento mais personalizado ao são-marquense ou a qualquer outra cidade. E o resultado a gente começa ver agora, principalmente nessa parte de fios”, assinalou Fabiano.

Na avaliação do diretor da Bitcom e conselheiro consultivo da Anatel, um dos problemas é que grandes empresas como a OI não dão muita atenção a pequenos municípios como São Marcos. Uma das consequências é a deficiência na manutenção da rede. “Uma empresa gigante como essa é movida à planilha de cálculos e retorno de investimentos. Eles botam tudo no papel e entre instalar 100 metros de fio em Caxias e em São Marcos, para atender dois ou três clientes, é óbvio que vão atender Caxias. Então por isso que o regulador errou, no meu entender, em trazer uma única empresa gigante para atender todo o país. Era melhor que tivesse mantido aquele formato regional, onde era dividido em cinco. Então o regulador tem que rever isso”, observou. Segundo Fabiano, outro problema é que o setor das telecomunicações passa por um período de crise. Isso mesmo que alguns dos maiores bilionários do mundo sejam do setor, como o mexicano Carlos Slim, segundo homem mais rico do planeta em 2014, com uma fortuna avaliada em US$ 70 bilhões, conforme lista da revista Forbes: ele é o principal acionista da Telefónica América Móvil, maior operadora de telefone celular da América Latina e com ampla atuação no EUA, e da Claro no Brasil, empresa que hoje inclui Embratel e NET. “As empresas de telecomunicação estão fragilizadas. O meio da telecomunicação vive uma grande crise, os cenários nacional e mundial não são propícios hoje. As empresas que mais têm dinheiro no Brasil, a Vivo e a Telefônica, compraram a GVT por R$ 25 bilhões de reais, vai ficar de dois a três anos fazendo essa fusão, só que toda a grana que eles ganham aqui no Brasil eles tem que mandar para a Espanha, porque a Espanha está fragilizada. E o homem mais rico do mundo, que é o mexicano dono da Net, Embratel e Claro, também recebe uma parte e toda a grana que vem ele está jogando para lá (mercado mexicano). Então a situação é que a OI está quebrada, está bem ruim e não vejo alguém para vir colocar dinheiro na Oi”, resume Vergani, salientando que faz “uma leitura dura, porém realista”. Segundo ele, não há no momento pessoas ou grupos interessados em investir na operadora. “Se fatiassem ela (Oi) eu poderia colocar dinheiro. Mas do jeito que está, em nível nacional, tem que colocar telefone lá no Chuí para atender uma pessoa, lá em Campestre para atender outra, eu não colocaria meu dinheiro ali. Eu investiria em ações de outra empresa, e não na Oi”, admite.

Vergani, um caxiense na Anatel


Fabiano Vergani fica conselheiro na Anatel até 2016: 'recebi apoio do RS e da região'

Membro do conselho consultivo da Anatel desde agosto de 2013, Fabiano Vergani permanecerá na função até fevereiro de 2016. Ele explica como chegou ao cargo. “A Anatel tem um conselho diretor, que são cinco diretores pagos, nomeados, cargos de confiança, tem que ter um alinhamento político, muitas vezes partidário com o grupo de quem está no poder. Mas também tem o conselho consultivo, que são 12 conselheiros, 6 do governo (2 do executivo, 2 do Ministério das Comunicações e 2 do Congresso Nacional) e outros 6 conselheiros que vêm (2) representando os usuários, 2 as empresas de telecomunicação e 2 a sociedade civil. Eu sou um desses que representa a sociedade civil. Como eu cheguei até lá: de ano em ano, todo o mês de fevereiro, vence o mandato de três conselheiros, então, a cada ano, quatro conselheiros são trocados. O mandato é de três anos”, detalha Fabiano. Ele ressalta que seu nome foi indicado pela Internet Sul (Associação dos Provedores de Serviços e Informações da Internet da Região Sul do Brasil). “É uma associação que está completando 20 anos em 2016. Fui presidente da Internet Sul de 2006 a 2010. Mas não foi só a Internet Sul que indicou meu nome. Também tive apoios do governo do Estado do Rio Grande do Sul (o governador Tarso mandou um documento ao Ministério das Comunicações), do prefeito de Caxias do Sul, que também mandou documento para lá, das associações comerciais e de tecnologia, da UCS, da Festa da Uva, da UFRGS, PUC, Unissinos e de todas as entidades nacionais de provedores de Internet que também indicaram meu nome e me apoiaram. Claro que tudo em cima desse meu histórico de 10 anos que eu giro o Brasil representando essa classe de provedores”, revelou Fabiano.

Natural de Caxias do Sul, ele diz que a experiência no Conselho da Anatel está sendo bastante proveitosa. “Eu não ganho um centavo para estar lá, é colaborativo. Estou em Brasília uma vez por mês e fico dois dias. Claro que a passagem e a estadia são pagas pela Anatel, mas eu não tenho nenhuma remuneração. É muito bacana esse conselho consultivo, ele inovou três anos atrás, foi a primeira instituição de governo brasileira onde as reuniões são transmitidas online, ao vivo pela Internet, então qualquer um pode assistir às reuniões, estão no site da Anatel, onde tem o calendário das nossas reuniões e as pautas. Por exemplo, quando houve a votação do Marco Civil da Internet, eu fui o relator dentro do conselho consultivo. Então é bem legal, estou aprendendo muito”, observou Vergani. Em relação a sua empresa — o provedor Bitcom — Fabiano destaca que ela está presente em 80 municípios. “Já chegamos em Vacaria, Lages, em Campos Novos, abrimos filial em Porto Alegre, Portão, Santa Cruz. São 14 unidades de rede e nós vamos avançar muito nos próximos anos. Atingimos em torno de 80 municípios. Chegamos em Bom Jesus também, três meses atrás, Correa Pinto, em Santa Catarina, e estamos negociando com um parceiro curitibano”, revela sobre a abrangência da empresa que está completando 20 anos em 2015. Ele destaca que um dos objetivos é aperfeiçoar e qualificar os serviços oferecidos. “Completamos todos os combos: tv, telefone e câmeras. Estamos tentando melhorar o que já temos e São Marcos faz parte disso também. Conseguimos colocar uma agência com uma pessoa oriunda de Flores da Cunha para morar em São Marcos. O nome dele Édno. É bacana porque é um ‘italianão’ bem no estilo de São Marcos e a gente vem buscando alguém que vá ao encontro do perfil das pessoas. E é muito complicado em São Marcos para conseguir mão de obra, na parte de tecnologia. Mas estamos firmes e fortes em São Marcos, melhorou muito as quedas que tinha há uns anos e está bem legal”, observou, salientando que a Bitcom conta atualmente com 4 gestores em São Marcos.
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